29/02/08

O Menino Triste d'après... Luis Louro - 6


Ainda me lembro quando nos anos 1980 li aquela história no “Mundo de Aventuras”, em que o III Reich se cruzava com uns extra-terrestres. Fiquei fascinado com a forma como o autor (autores, já que era a dupla Louro/Simões) contava a história, e decidi ver quem a tinha feito: Louro. Desde então não deixei de ser seu fã, adquirindo todos os seus álbuns que iam saindo: Jim del Mónaco, Roques e Folques, Alice, Coração de Papel, ..., e mais recentemente ... O Corvo.

Guardava todas as notícias e entrevistas que encontrava em jornais e revistas que o referissem. Uma delas escrevia em letras gordas: “Luis Louro, uma promessa da BD Nacional”. E a “promessa” depressa se tornou num dos principais nomes da 9ª Arte Portuguesa. Eu diria mesmo, que o Luis Louro é um “novo clássico”.

Tive a felicidade, uns anos mais tarde de conhecer o Luis, tornando-me seu amigo, e descobrir a pessoa fantástica que ele é. É verdade: além de excelente autor de BD e de uma enorme capacidade de trabalho, o Luis Louro tem, também, uma alma enorme. Assim, ele foi um dos primeiros autores que “piquei”, para esta série “D’après...” com O Menino Triste. Tive algumas dúvidas sobre qual das suas personagens iria retratar, mas acabou por prevalecer a ideia do seu primeiro clássico: Jim del Mónaco. Contudo, tenho uma enorme vontade de igual forma um dia destes “picar” também O Corvo.

Já escrevi algures, que apesar do Luis ter uma (recente) grande paixão pela fotografia (ver aqui), onde tem sido (também) premiado, espero sinceramente que ele nunca deixe de fazer Banda Desenhada. É que o Luis Louro faz falta à BD Nacional.

17/02/08

Bucha & Estica




Nos idos de 1960’s, quando uma noite assisti, ainda criança, a uma sessão de cinema ao ar livre, nunca pensei que ela perdurasse durante tantos anos na minha memória. O filme que passou foi um do Bucha & Estica, e lembro-me perfeitamente de não ter parado de rir durante toda a sessão. Daí que quando precisei de um tema para a cena da descoberta do Cinema pel’O Menino Triste, não hesitei em utilizá-los. Laurel & Hardy, no original, proporcionaram-me grandes momentos de diversão, nesse e em muitos outros dias.

De tal forma foi divertido e prazeroso, que se tais emoções fossem de igual forma partilhadas por crianças das novas gerações, tornando-as também com isso mais felizes, seria uma grande satisfação para mim...

10/02/08

Obrigado, Rui!


Adoro boas surpresas. Sim! Por que não? Quem não gosta?

Quando pedi um autógrafo ao Rui Lacas, no seu último livro “Obrigada, Patrão”, estava longe de imaginar o que é que ele iria desenhar. Agarrou nas canetas, e em dois instantes rapidamente esboçou a personagem do "patrão". E foi a partir daí que a surpresa se deu: com a mesma destreza que tinha desenhado “o patrão”, em mais dois movimentos... pimba! Aí estava O Menino Triste! Podem imaginar a minha (agradável) surpresa. Primeiro porque não estava à espera, depois porque o Rui revelou não apenas conhecer a minha personagem, como a conhecer o suficiente para, de memória, o esboçar, o que muito me lisonjeia.
Tenho acompanhado os livros que o Rui Lacas tem editado, e além do seu estilo, identifico-me imensamente com a temática, e com a forma como ele conta as histórias, sobretudo este último “Obrigada, Patrão” e “A Filha do Caranguejo”. Mais coisas dele aqui.

Acho que posso dizer: Obrigado, Rui!