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26/02/12

PUNK REDUX (na imprensa)

O Jornal de Notícias (26/02/2012) apresenta na sua rubrica Artes//Vidas (pag.40) um artigo de Pedro Cleto e Pina, onde é focado o álbum Punk Redux.

03/01/12

Punk Redux Press

London Calling: O regresso do Menino Triste



por João Miguel Lameiras
Depois de ter falhado os Festivais da Amadora de 2010 e 2011 por motivos vários, eis que chega finalmente às livrarias "Punk Redux", a tão aguardada aventura punk do Menino Triste
Alter-ego do seu criador, João Mascarenhas, o Menino Triste, apesar do nome e da própria imagem da personagem (num registo caricatural cada vez mais próximo do mangá na estilização), não é propriamente o herói de histórias dirigidas ao público infantil, mas antes o nosso guia para as memórias e reflexões de Mascarenhas. Depois de em “Os Livros” ter partilhado com os seus leitores as obras que o influenciaram, enquanto homem e enquanto artista, e ter-nos feito reflectir sobre os mecanismos da criação artística, numa viagem simbólica entre Coimbra e Veneza., no álbum "A Essência", Mascarenhas transporta-nos agora até à cidade de Londres nos meados dos anos 70, em pleno despertar da revolução Punk, adaptando para o universo do Menino Triste as memórias de um Verão que o autor passou em Londres, em 1976. 

Uma Londres onde os caminhos do Menino Triste (ou Sad Boy, como lhe chamam os seus amigos ingleses) se cruzam com ícones da música e da cultura Punk, como Sid Vicious, Malcon McLaren, Siouxsie Sioux, Vivienne Westwood, ou Soo Catwoman, que assina o prefácio do livro.

A capa do livro, cujas cores e grafismo remetem para "Never Mind the Bollocks", o mítico primeiro disco dos Sex Pistols, dá um ponto de partida perfeito para esta verdadeira viagem no tempo. Um tempo em que se acreditava que era possível mudar o mundo através da música e em que saber cantar ou tocar um instrumento estava longe de ser condição indispensável, ou até necessária, para se formar uma banda.


Conforme refere a editora na nota de imprensa: “O punk foi muito mais do que os clichês dos cabelos em crista, das pulseiras de picos e da obscenidade. Há uma essência criadora e uma energia vital que foram esquecidas e que este livro tenta recuperar: o seu grito inconformista, a sua luta contra o convencional, a ousadia de afirmar...” Grito de revolta de uma geração que contestava os valores tradicionais da sociedade britânica, o Punk estava de longe de ser um movimento homogéneo, como o prova a discussão entre Malcom McLaren e Soo Catwoman, na loja “Sex” da Vivienne Westwood. Uma discusão provavelmente inventada, mas que sintetiza bem o carácter transversal do movimento Punk.


Misturando cenas que viveu, com outras que assistiu ou lhe contaram, Mascarenhas constrói uma ficção autobiográfica muito bem documentada do que foi o movimento punk e do impacto que bandas como os Sex Pistols, ou os Clash tiveram na juventude da época. Colocando o grafismo ao serviço da história, o registo mais “Linha clara” dos livros anteriores, dá aqui lugar a um profuso uso de tramas (em mais uma aproximação ao mangá) para criar efeitos de sombra, e a própria disposição dos quadrados na página não podia ser mais punk, com vinhetas coladas com fita-cola, ou presas por alfinetes, numa bem conseguida tradução visual do espírito “do it yourself” que caracterizou o Punk.


Regressado a Portugal depois destas férias inesquecíveis, o Menino Triste deparou-se com a realidade bem diferente do Portugal pós-25 de Abril. Mas, apesar em vez de cristas e pulseiras de picos, haver cabelos compridos e barba, a música também era importante. Não por acaso, numa das últimas imagens do livro vemos o Menino Triste defronte de uma parede onde estão um grafitti do Zeca Afonso e um cartaz do FMI, do José Mário Branco. Uma boa maneira de Mascarenhas nos lembrar que, também neste país de brandos costumes, a cantiga é uma arma.

(“O Menino Triste: Punk Redux”, de João Mascarenhas, Qual Albatroz, 48 pags, 10 €.

Versão integral do texto publicado no Diário As Beiras de 30/12/2011

18/01/09

O Menino Triste no Jornal de Letras



O Mês de Janeiro parece continuar a tendência anterior de saída de vários artigos sobre O Menino Triste, e mais particularmente, A Essência, ao nível da imprensa.
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Assim, aqui vos deixamos mais um artigo, este agora publicado no Jornal de Letras, da autoria de João Ramalho Santos, onde, a propósito das edições nacionais aparecidas no FIBDA2008, se refere A Essência.
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Inspirações
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João Ramalho Santos – Jornal de Letras nº 999 - 14 de Janeiro de 2009
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Por alturas do Festival de Banda Desenhada da Amadora surgem sempre algumas surpresas editoriais mais ou menos inesperadas do ponto de vista de autores portugueses. [...]
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Mais interessantes revelam-se duas obras que até poderiam servir de mote para uma discussão em torno de como encarar a BD e, até, a criação artística, um tema comum a ambas. Isto no sentido em que são claramente obras à procura de leitores. Não não é um contra-senso. Há obras e eventos (e figurinhas) que buscam críticos, divulgadores e amigos (entusiastamente acríticos, de preferência), almas gémeas ou ofendidas. Categoria (em termos relativos) por demais abundantes na BD nacional, onde (como noutras coisas) as minorias não têm de ser mais solidárias ou menos variadas por o serem. O leitor atento e interessado é por isso uma categoria rara na sua transversalidade, e sem ele pouco sentido fazem as outras.

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Como já se disse noutras ocasiões, se fosse possível conceder um galardão a uma obra e autor que merecem reconhecimento mais alargado, O Menino Triste de João Mascarenhas apareceria no cimo da lista. A Essência (editado pela recém-chegada Qual Albatroz) surge como um prolongamento de trabalhos anteriores, uma reflexão simples e descomplexada (mas não superficial) sobre a origem da inspiração e a génese da arte; de como um autor vive e sublima múltiplas influências com diferentes origens e significados (a sua identificação é, como em Alan Moore ou Trondheim, um jogo que se propõe aos leitores). Subjacente está a angústia permanente em avaliar o resultado final (ou, pior ainda, a falta dele). O estilo caricatural muito contido de Mascarenhas, bem como a sua honestidade e capacidade para a gestão de silêncios, são fundamentais para que a meditação resulte sem parecer circular ou piegas. Fica apesar de tudo a sensação de que a essência do Menino Triste são reflexões curtas, momentos oníricos breves, pequenos poemas, e que o registo mais longo de A Essência (incluindo diálogos expositivos, e um final justo, mas previsível) não o favorece. No entanto, até pelo formato e qualidade da edição, é provável que seja este trabalho a fazer chegar o talento de João Mascarenhas a um maior número de leitores, desclassificando-o para o tal galardão de autor à espera de reconhecimento. Finalmente.
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08/01/09

Ainda o FIBDA 2008



Ainda no rescaldo do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora 2008, o canal de televisão on-line, TVAmadora, acaba de editar uma reportagem que realizou sobre a Exposição do livro A Essência.

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A ver aqui.

01/01/09

O Menino Triste na Revista Tabú (Jornal Sol)



Agora que já assistimos ao concerto de Ano Novo pela Orquestra Sinfónica de Viena e ouvimos pela enésima vez a Radetsky March, já nos sentimos restaurados para iniciar um novo ano, que desde já desejamos que seja pleno de Banda Desenhada!
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No passado dia 20 de Dezembro, a Revista Tabú, do jornal semanário SOL, através do seu jornalista Ricardo Nabais e do fotógrafo "APS", publicava um artigo sobre A Essência e algo mais, referente ao mundo d'O Menino Triste e do seu autor. Para quem não teve a oportunidade de ler o artigo na altura, aqui vos deixamos as duas páginas a ele referentes.
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Um Excelente 2009!
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Clicar, p.f. sobre as imagens para ampliar.
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28/12/08

O Menino Triste no Diário As Beiras



Na sequência do post anterior, aqui estamos a divulgar o artigo de João Miguel Lameiras sobre o livro A Essência, publicado no jornal diário As Beiras, no passado dia 20 de Dezembro. Nesse mesmo dia em que nos deslocámos à livraria Dr. Kartoon, na cidade de Coimbra, e onde fomos recebidos com casa cheia, ou não fosse a Lusa Atenas um dos pilares da formação d'O Menino Triste.

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Reencontros com antigos amigos, novos amigos... parece um cenário que se começa a repetir, felizmente, onde quer que O Menino Triste esteja presente. Espero que assim seja não apenas agora, mas de igual modo no tempo futuro.

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Clicar sobre a imagem para ampliar.

26/10/07

MALS e a Felicidade dO Menino Triste



MALS, cronista de BD há bastantes anos, escreve uma vez mais sobre O Menino Triste. Sem mais questões, aqui deixamos o texto:

A felicidade do Menino Triste

A dado passo de “A náusea”, Jean-Paul Sartre, o tal que nasceu e cresceu no meio de livros, invoca, através da sua personagem principal, que ser livre significa que já não resta nenhuma razão para viver, visto que todas as que experimentara cederam e já não conseguia imaginar outras. É pena, porque se tivesse conhecido o Menino Triste, teria concluído facilmente que do ímpeto de ser livre se encontram as mais díspares razões para viver e deslindam os alicerces ilimitados da imaginação.


Do fundo da sua fragilidade e da sua inocente ignorância, o Menino Triste encontra o seu lugar no mundo com base nos vastos conhecimentos contidos nos livros e daí liberta-se, mergulha na imaginação fervilhante, que pode ser propiciada pela “Alice no País das Maravilhas”, pelo “Pinóquio” ou pelo “Peter Pan”, pois do outro lado do “espelho” há meninos que querem ser gente, mesmo que não desejem crescer nunca mais.
E da imaginação, espicaçada pela curiosidade, se demanda a outros “mundos” que dão sentido ao mundo, em passos hesitantes mas sólidos pelos “bonecos”, pelas primeiras letras e pelas mundanidades, estejam elas na feira, no cinema ou na mercearia da esquina. E da descoberta vem o apelo da amizade e a necessidade de fintar o esquecimento.


Para O Menino Triste, que é a “projecção” natural do seu autor, num traço vigoroso e impressivo a meio caminho entre o caricatural e o realista, o dilema é ficar na memória, nem que seja apenas como delicado e diáfano herói de banda desenhada. Tal como os livros nos formam o carácter, também a força de vontade nos leva onde desejamos e em “Os Livros”, como eventualmente noutros trabalhos de J. Mascarenhas, tiramos a lição concludente de que podemos ser um pequeno “grão de eternidade”, quando somos livres, vivazes, inquietos, generosos, apaixonados e sonhadores. Dando largas à imaginação. Nostálgica e vibrante de deslumbramento.
Por isso é que o Menino Triste só o é de nome e fisionomia (melancolia?). Pode não ser alegre e endiabrado, mas dentro dele resplandece a luz inesgotável da felicidade. De existir, descobrir e sentir.

«O Menino Triste / Os Livros» de J. Mascarenhas – Ed. Extractus (Prémio de Melhor Fanzine no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora 2006)

24/08/07

O Menino Triste na Imprensa - 1


Embora considere estes posts sobre as notícias saídas na imprensa um pouco egocentristas ;), não resisto em vos mostrar. Vou começar por dois pequenos excertos de outras tantas notícias de carácter mais geral, onde se referencia o segundo livro d'O Menino Triste - "Os Livros".


“[…] Tão simples como comovente é “Os Livros”, a segunda história do “Menino Triste”, personagem criado por João Mascarenhas para regressar à infância, em histórias em que é bem evidente a carga autobiográfica. Recuperando as suas recordações de infância, Mascarenhas assina aqui uma bela homenagem à importância dos livros no imaginário do pequeno leitor que ao tornar-se adulto, não esquece esse mundo mágico da sua infância. Um mundo ao qual se pode sempre voltar abrindo um livro.[…]” João Miguel Lameiras, Diário As Beiras, 10 de Dezembro de 2005, O regresso dos portugueses

[...] há autores (e personagens) portugueses notáveis, que mereciam maior divulgação. A mais recente obra de João Mascarenhas, Os Livros (Extractus), relembra que o seu Menino Triste tem uma qualidade evocativa que não é usual surgir com tanta eficácia.
Tributo em tom de nostalgia poética aos livros, e a algumas das personagens e sensações que marcaram o autor/personagem, Os Livros é uma pequena pérola que vale a pena procurar. [...] João Ramalho Santos, Jornal de Letras, 29 de Março 2006