13/09/15

Qual Loja

Algumas pessoas perguntam frequentemente onde é que podem encontrar os livros d'O Menino Triste à venda.
A resposta é muito simples: na Qualoja, a loja on-line da editora Qual Albatroz, agora renovada. Visitem-na!

The Sad Boys' books are available on-line at Qualoja. Take a look!
 

30/07/15

#HeForShe

O Menino Triste associa-se à campanha da UN Women das Nações Unidas, #HeForShe, em defesa da igualdade de géneros. Mais informações aqui.

- A desigualdade de género é uma das violações mais persistentes dos direitos humanos do nosso tempo. Apesar de muitos anos de promoção da igualdade de género, as desigualdades entre mulheres / raparigas e homens / rapazes continuam a  manifestar-se de maneiras flagrantes por todo o mundo.

HeForShe é um movimento de solidariedade para a igualdade de género que envolve homens e rapazes como defensores e participantes, para quebrar o silêncio, levantar as suas vozes e tomar medidas para a conquista da igualdade de género.


 - Gender inequality is one of the most persistent human rights violations of our time. Despite many years of promoting gender equality, inequalities among women/girls and men/boys continue to manifest in egregious ways around the world.

-HeForShe is a solidarity movement for gender equality that engages men and boys as advocates and stakeholders, to break the silence, raise their voices and take action for the achievement of gender equality.



24/07/15

Outros Meninos Tristes

Já aqui coloquei algumas curiosidades sobre outros personagens da Banda Desenhada ou cinema que também podem ser considerados "meninos tristes". Deve-se esta denominação a crianças (ou adultos) que não tiveram a oportunidade de crescer nos braços das suas mães, ou que, por qualquer razão não viram os seus sonhos tornarem-se realidade. Assim, têm tendência a tornarem-se crianças tristes, com uma enorme nostalgia do passado, da infância perdida.

Estou a ler o livro "L'Homme de la Toundra" do meu autor japonês preferido: Jirô Taniguchi. É um conjunto de histórias curtas, com a habitual humanidade a que Jirô nos habituou, mesmo quando trata cenas mais violentas. Na história "Kiyosé-Jima, l'île où accostent les coquillages", a personagem principal é Takashi, um menino separado de sua mãe. Acredito que se alguma vez Jirô desenhasse O Menino Triste, ele seria assim...

21/06/15

100 CLUB - Londres

Numa recente visita a Londres, tive o prazer de verificar que afinal o 100 CLUB mantém-se em actividade, ao contrário do que se tinha anunciado há uns meses atrás. Não tive oportunidade de assistir à actuação das bandas que tocavam nesse dia, e que eram Aunt Nelly, Dexys Bootleg Runners e Live Music Curfew, mas fiquei com pena. O Menino Triste tocou neste clube em 1976 (ver aqui).

In a recent trip to London I was very pleased to noticed that the 100 CLUB is still alive and kicking, contrary to what was announced a few months ago. I had no opportunity to assist the day's gigs and that were Aunt Nelly, Dexys Bootleg Runners and Live Music Curfew but I felt very sorry for that :( The Sad Boy played in this venue in 1976 (here).


04/06/15

Jim del Mónaco

Numa altura em que se perspectiva o regresso do grande Jim del Mónaco, de Luís Louro e Tozé Simões, aqui fica o desenho da série "D'Après..." que fiz há alguns anos. Bem-vindos de volta ;)

21/05/15

Bandeira do Planeta Terra/ Planet Earth Flag



O que começou como um projecto de curso de uma escola de Artes em Estocolmo está a ganhar uma dimensão à escala planetária. Oskar Pernefeldst, o criador da proposta da bandeira para o planeta Terra, está a tornar mais ambiciosa a sua ideia inicial tendo já, entre outros, o apoio da NASA. Aqui fica a sua proposta. Mais informações e dados aqui.

What began as a project of a school of Arts in Stockholm is gaining a dimension on a global scale. Oskar Pernefeldst, the creator of the proposal for the planet Earth’s flag, is becoming more and more ambitious, his initial idea having already, among others, the support of NASA. Here is his proposal. More information and data here.

03/04/15

Manoel de Oliveira

A criatividade, perseverança e qualidade da sua obra inspiraram-me aquando da realização do álbum “A Essência”. De facto, quando O Menino Triste chega a Veneza, encontra um cineasta na Praça de São Marcos. Este cineasta é inspirado em Manoel de Oliveira e tem com O Menino Triste um diálogo adaptado da peça de Shakespeare – O Mercador de Veneza. Muito obrigado, Manoel!

His work’s creativity, perseverance and quality inspired me when I draw the book “A Essência”. In fact, when The Sad Boy arrives Venice he meets a film director in Saint Marcus Square. This director is inspired in Manoel de Oliveira, and the talk they have is based on Shakespeare’s “The Merchant of Venice”. Thank you very much, Manoel!






18/02/15

Sacos de Plástico



Fiscalidade verde. Até concordaria com ela, caso fosse genuína e não, no caso dos sacos de plástico, apenas uma forma encapotada de cobrar mais uns cêntimos a cada utilizador, totalizando mais de 30 milhões de euros por ano!
Quando era miúdo utilizavam-se os célebres “cartuchos” de papel, que felizmente parece que estão a regressar. E lembro-me perfeitamente do dia em que fui à mercearia, a pedido da minha mãe, comprar um quilo de feijão. E então, quando estava à espera que o feijão fosse colocado num cartucho, eis que o merceeiro me dá a novidade... e assim começou a praga.

13/02/15

PUNK Music

Um dia destes dei de caras com este CD triplo - PUNK 1977/2007 (Music Brokers), editado originalmente na Argentina. A comemoração dos 30 anos do movimento Punk.

Fantástica trilha sonora para acompanhar a leitura do álbum PUNK REDUX d'O Menino Triste. Não sei se terá sido comercializado por cá na altura da efeméride, mas vem sempre a tempo. Alguns dos temas são referido directa ou indirectamente na BD.
Confesso que não conhecia algumas das 42 bandas/grupos e alguns dos 45 temas.

Algumas das versões diferem um pouco das que foram tornadas populares ao longo dos tempos, não sei contudo se serão as primeiras gravações ou mesmo demos de alguns dos temas, mas fazem justiça à origem do movimento, e à sua essência.
RECOMENDO vivamente!

04/01/15

2015!

Podem até ser negras as nuvens no horizonte, mas a nossa coragem fará de ti um grande ano!

19/12/14

Boas Festas

A todos os Amigos d'O Menino Triste aqui ficam os votos de umas 
Boas Festas e de um ano de 2015 cheio de Banda Desenhada!

17/11/14

PUNK REDUX (revisitado)

Arrumando o computador, (re)encontrei um trabalho realizado pelo Pedro Cleto, a propósito do livro PUNK REDUX. Aqui vos deixo tudo:



1.      Demasiado (?) elogiada por alguns, a autobiografia - também aos quadradinhos – tem que cumprir (pelo) menos um de dois pressupostos para ser interessante:

2.      O autor fez/viveu coisas interessantes ou…

3.      O autor conta o que viveu de forma interessante.

4.      (Há ainda – caso ideal! - a conjugação dos dois aspectos, quando o autor conta de forma interessante, algo interessante que fez/viveu).



5.      Em O Menino Triste – Punk Redux, João Mascarenhas recorda a sua primeira vista a Londres, no Verão de 1976, estava o movimento punk a dar os primeiros passos, o que faz dela uma BD que pode ser catalogada na categoria do autobiográfico…

6.      … mesmo que ao tom recordatório evidente, Mascarenhas acrescente igualmente momentos ficcionais e uma forte componente documental…

7.      … sendo que este último ponto transforma este álbum num caso único entre nós.

8.      A sua base, é evidente, são as memórias de Mascarenhas, aquilo que ele viveu durante um Verão em Londres…

9.      … mas o seu propósito vai mais além, pois pretende evocar as bases e princípios do movimento punk.

10. De forma empenhada e militante, é evidente – e não me parece que haja qualquer mal nisso – pois João Mascarenhas viveu de forma intensa, embora curta, aquele momento único, mas também com bastante lucidez, traçando uma imagem bastante nítida do que levou tantos jovens de então a desafiar – pela forma de vestir, sim, mas principalmente por palavras, atitudes e ideias – o conformismo, o cinzentismo, a falta de saídas, então existentes



11.  (E que em muitas questões não estão longe – ou estarão longe apenas pela dimensão mais global dos problemas – das que afectam os jovens europeus de hoje).

12.  A par disso, Mascarenhas, estabelece um paralelo com a situação – antagónica ou similar…? – que se vivia então em Portugal, na sequência da revolução de Abril.

13.  Se tudo isto já era suficiente para justificar a leitura desta nova vivência de O Menino Triste, Mascarenhas acrescenta-lhe mais um aspecto: a qualidade da sua narração.

14.  Em que, sem o desvirtuar, adequa o seu grafismo – geralmente limpo e claro, aqui mais duro, sujo e pesado – a linguagem utilizada (bem próxima do vernáculo que o punk utilizou) e a própria concepção das pranchas, com vinhetas de contornos recortados, por vezes atravessadas por alfinetes ou fora da esquadria que tradicionalmente os quadradinhos seguem.

15.  Para além disso, distribui pelo relato referências, homenagens e piscares de olho, não só ao punk e aos seus símbolos exteriores mais visíveis, mas também a Portugal, a músicos portugueses e à própria banda desenhada, que justificam uma segunda leitura, mais atenta a eles do que à narrativa em si.



16.  Posto isto, se este texto fica por aqui, após a leitura (ou antes dela?) de Punk Redux, aconselho vivamente a (re)leitura da entrevista com João  Mascarenhas aqui publicada, como complemento útil – e interessante – deste - interessante - pedaço de vida que ele conta - de forma interessante.



Banda sonora aconselhada

Para acompanhar a leitura de O Menino Triste – Punk Redux (que pode ser encomendado aqui), João Mascarenhas, “sem ser exaustivo e sem qualquer ordem de preferência ou temporal”, tendo em conta as suas “preferências pessoais” e porque dão “uma visão daqueles tempos iniciais”, aconselha como banda sonora os seguintes temas:



- Anarchy in the U.K. – Sex Pistols

- God Save the Queen – Sex Pistols

- Should I stay or should I go – Clash

- Bored Teenagers – The Adverts

- How much longer – Alternative TV

- Pay to Cum – Bad Brains

- Boredom – Buzzcocks

- Forces of Victory – Linton Kwesi Johnson

- Hong Kong Garden – Siouxsie and the Banshees

- Denis – Blondie

- New rose – The Damned

- Do anything you wanna do – Eddy and the Hot Rods

- If the kids are united – Sham 69

- Blitzkrieg Bop – The Ramones

- Don’t worry about the government – Talking Heads
 




1.