17/03/09

O Menino Triste fala polaco


O novo número do fanzine polaco Ziniol#4 conta com uma secção dedicada somente à BD portuguesa (que vai continuar nos próximos números). São quase quarenta páginas (das cento e trinta no total) que apresentam três bêdês portuguesas e dois textos analítico-apresentativos.
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Continuam a ser publicados JCF (curtas da antologia Avaria; Zé Carlos escreveu também o seu resumo do ano 2008, exclusivamente para Ziniol) e Filipe Abranches (curtas da Solo) enquanto a novidade já apresentado aqui e acolá, o indivíduo Triste conhecido como O Menino. A primeira entrada deste cavalheiro na Polónia. Eis a primeira aventura dele publicada em Portugal, traduzida para polaco durante o seminário de tradução ministrado no semestre de Inverno no Instituto dos Estudos Ibéricos e Iberoamericanos da Universidade de Varsóvia (tendo como a tradutora principal Ania Lewczuk apoiada pela, digamos, equipa). Como introdução ao mundo d’O MT serve uma curta apresentação entitulada Evolução escrita por ‘Um Polaco’.
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Este número tem duas capas, nenhuma com O MT mas mesmo assim tem muitas mais cenas fixes dentro (bêdês polacas, críticas, entevistas- p.ex. com Jason Lutes). E já que O Menino Triste, em polaco Smutny Chłopiec, fala a língua de Mickiewicz (o nosso Camões, mas de dois olhos), vou espreitar pelas ruas os porcos que andam de bicicleta. Logo que os veja, aviso e envio fotos.

Texto de Jakub Jankowski

http://www.ziniol.pl/ (site do fanzine)

http://www.iberystyka-uw.home.pl/ (site do nosso Instituto)

01/03/09

A Essência nos Troféus CentralComics


O álbum A Essência foi nomeado na categoria “Melhor Publicação Nacional” para a atribuição dos VII Troféus CentralComics.com (TCC) deste ano.
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Num total de 12 categorias, os TCC são atribuídos anualmente por aquele portal temático de Banda Desenhada, segundo a votação dos leitores de todo o mundo. Para participar não há necessidade de inscrição prévia no portal. Apenas obedecer às três premissas que permitem considerar o voto como válido, e indicadas mais abaixo. Assim, qualquer um poderá votar. A votação decorre até 31 de Março.
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O boletim de voto está
aqui.
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Quaisquer que sejam as vossas preferências ao nível dos nomeados nas várias categorias, não deixem de votar. É que ainda por cima se arriscam a ganhar uma mini-bedeteca no valor de centenas de Euros em livros e merchandise temático.
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O que são os Troféus Central Comics?

Troféus Central Comics é um evento privado, organizado pelo Portal Central Comics desde 2002, que visa premiar obras, autores e editores do mercado português de banda desenhada e cartoon, por produções no ano transacto. Os TCC abrangem todas as edições e projectos realizados, aqui inseridos em doze categorias, e distinguem-se doutros prémios no país por serem atribuídos de acordo com as preferências do grande público, determinadas via votação livre online.

Regras básicas para participar na votação?

QUALQUER leitor ou interessado em BD pode intervir na votação e contribuir para a decisão dos vencedores. Para tal, deve preencher o boletim online e votar (escolha múltipla). NÃO necessita estar registado no CentralComics.com, basta seguir estas 3 regras:

1) Indicar obrigatoriamente o nome, morada completa (não esquecer o código postal e localidade) e e-mail no formulário

2) Votar em pelo menos 75% do boletim (i.e. 9 categorias, das 12)

3) Votar apenas uma vez na petição


1) Os dados pessoais identificam o boletim de voto, mais tarde sujeito a sorteio para a atribuição da mini-bedeteca, realizado in loco na cerimónia de entrega dos prémios. Esta reúne centenas de euros em álbuns e merchandise, oferecidos pela livraria Central Comics e pelos parceiros do evento, entre editoras e outras entidades.
Nenhum dado pessoal será usado pela Central Comics ou por terceiros, para qualquer propósito que não a atribuição da mini-bedeteca, a qual será remetida para a morada indicada, sem qualquer custo de transporte imputado ao vencedor.

2) Caso preencha menos de 75% do boletim ou não indique os dados pessoais, o boletim de voto será invalidado.

3) Certifiquem-se dos votos antes de enviá-los. Como medida para prevenir tentativas de fraude, doravante os leitores não podem alterar as escolhas após terem-nas emitido uma primeira vez; após submetido o boletim de voto, o votante e respectivas escolhas ficam bloqueados no sistema.
Em caso de engano ou situação omissa, contactar os organizadores em geral@centralcomics.com.

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Se quiserem visitar a CentralComics, cliquem aqui.

20/02/09

Carnevale

Carnevale

La parola carnevale deriva dal latino "carnem levare" ("eliminare la carne"), poiché anticamente indicava il banchetto che si teneva subito prima del periodo di astinenza e digiuno della Quaresima.
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I festeggiamenti si svolgono spesso in pubbliche parate in cui dominano elementi giocosi e fantasiosi; in particolare l'elemento più distintivo del carnevale è la tradizione del mascheramento.

A imagem aqui representada é uma vinheta de uma das páginas do livro "A Essência". Parte da narrativa do livro desenrola-se em Veneza, exactamente na altura do Carnaval, pelo que tomamos a liberdade de iniciar este post em Italiano.
Arrivederci!

12/02/09

Charles Darwin - A Origem das Espécies


Agora, quando se comemoram os 200 anos sobre o nascimento de Charles Darwin, o legado do naturalista inglês continua actual e vivo, nos caminhos trilhados pela biologia molecular e genética, mas também na biotecnologia e na própria biologia da evolução.
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O seu livro, “A Origem das Espécies”, não passou despercebido aO Menino Triste. De facto, no segundo livro da série, de título “Os Livros”, numa das vinhetas da página 3 aparece exactamente a reprodução de duas das páginas da obra de Darwin. Associando-se a esta comemoração, aqui fica então a página que contém essa vinheta.

10/02/09

O Menino Triste na Web

A “Rua de Baixo TM“ pode designar-se por uma revista on-line mensal, criada por um conjunto de pessoas com capacidades e habilitações diversas, que buscam uma alternativa aos media tradicionais. Tocando várias formas da Arte e Cultura, é já uma referência ao nível da cultura urbana actual.

Na sua edição de Fevereiro, publicam uma entrevista com o autor d’O Menino Triste e a propósito do livro “A Essência”. A Entrevista foi realizada por Gabriel Martins e a Fotografia é da autoria de Jorge Buco. Gabriel Martins complementa a entrevista com uma crítica ao livro, no seu blogAlternative Prison”. Cliquem por lá.

04/02/09

O Menino Triste d'aprés... Jean-Claude Denis - 10


Jean-Claude Denis (França) – o vencedor do Prémio Nacional de BD para o Melhor Álbum Estrangeiro no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora 2007, pelo excelente “Alguns meses em Amélie” (ASA), esteve presente no FIBDA2008.
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De novo, o autor d’O Menino Triste aproveitou para realizar mais um “cross-over”. Desta vez com um dos personagens de Jean-Claude que mais êxito tem por terras gaulesas – Luc Leroi – embora ainda desconhecido das edições nacionais.
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Como tem sido apanágio destes “cross-overs”, os mesmos têm tido uma boa recepção por parte dos autores referenciados, e o Jean-Claude Denis não foi excepção, fazendo uma legenda com grande sentido de humor! Enquanto aguardamos pelas edições nacionais dos álbuns de Luc, aqui fica então o trabalho conjunto.

25/01/09

Punk Redux


Alguma vez vos aconteceu acordarem com uma ideia, música ou imagem na cabeça, e ela persistir durante todo o dia?
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Pois foi o que me aconteceu hoje. Esta imagem estava-me constantemente a vir à ideia desde que acordei, e não descansei enquanto não fui para o estirador e a desenhei...

24/01/09

As Origens


Durante umas arrumações de uns arquivos com trabalhos antigos, encontrei a imagem que agora vos mostro, impressa em papel. A imagem foi feita nos anos 1990’s, talvez em 94 ou 95. Foi feita com um programa residente do Windows 3.11, acho que se chamava Painter ou coisa assim, num computador 486, e utilizando o rato do mesmo. Já não possuo o ficheiro digital original, pelo que fiz uma digitalização da impressão (nela se pode ver o tipo de qualidade da impressão da altura).
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A imagem é de uma curta Banda Desenhada experimental (andava exactamente a fazer experiências para ver as potencialidades do tal programa) e nela se pode ver na personagem masculina, já uns traços d’O Menino Triste, que viria a nascer em 2001.

18/01/09

O Menino Triste no Jornal de Letras



O Mês de Janeiro parece continuar a tendência anterior de saída de vários artigos sobre O Menino Triste, e mais particularmente, A Essência, ao nível da imprensa.
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Assim, aqui vos deixamos mais um artigo, este agora publicado no Jornal de Letras, da autoria de João Ramalho Santos, onde, a propósito das edições nacionais aparecidas no FIBDA2008, se refere A Essência.
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Inspirações
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João Ramalho Santos – Jornal de Letras nº 999 - 14 de Janeiro de 2009
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Por alturas do Festival de Banda Desenhada da Amadora surgem sempre algumas surpresas editoriais mais ou menos inesperadas do ponto de vista de autores portugueses. [...]
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Mais interessantes revelam-se duas obras que até poderiam servir de mote para uma discussão em torno de como encarar a BD e, até, a criação artística, um tema comum a ambas. Isto no sentido em que são claramente obras à procura de leitores. Não não é um contra-senso. Há obras e eventos (e figurinhas) que buscam críticos, divulgadores e amigos (entusiastamente acríticos, de preferência), almas gémeas ou ofendidas. Categoria (em termos relativos) por demais abundantes na BD nacional, onde (como noutras coisas) as minorias não têm de ser mais solidárias ou menos variadas por o serem. O leitor atento e interessado é por isso uma categoria rara na sua transversalidade, e sem ele pouco sentido fazem as outras.

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Como já se disse noutras ocasiões, se fosse possível conceder um galardão a uma obra e autor que merecem reconhecimento mais alargado, O Menino Triste de João Mascarenhas apareceria no cimo da lista. A Essência (editado pela recém-chegada Qual Albatroz) surge como um prolongamento de trabalhos anteriores, uma reflexão simples e descomplexada (mas não superficial) sobre a origem da inspiração e a génese da arte; de como um autor vive e sublima múltiplas influências com diferentes origens e significados (a sua identificação é, como em Alan Moore ou Trondheim, um jogo que se propõe aos leitores). Subjacente está a angústia permanente em avaliar o resultado final (ou, pior ainda, a falta dele). O estilo caricatural muito contido de Mascarenhas, bem como a sua honestidade e capacidade para a gestão de silêncios, são fundamentais para que a meditação resulte sem parecer circular ou piegas. Fica apesar de tudo a sensação de que a essência do Menino Triste são reflexões curtas, momentos oníricos breves, pequenos poemas, e que o registo mais longo de A Essência (incluindo diálogos expositivos, e um final justo, mas previsível) não o favorece. No entanto, até pelo formato e qualidade da edição, é provável que seja este trabalho a fazer chegar o talento de João Mascarenhas a um maior número de leitores, desclassificando-o para o tal galardão de autor à espera de reconhecimento. Finalmente.
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08/01/09

Ainda o FIBDA 2008



Ainda no rescaldo do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora 2008, o canal de televisão on-line, TVAmadora, acaba de editar uma reportagem que realizou sobre a Exposição do livro A Essência.

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A ver aqui.

01/01/09

O Menino Triste na Revista Tabú (Jornal Sol)



Agora que já assistimos ao concerto de Ano Novo pela Orquestra Sinfónica de Viena e ouvimos pela enésima vez a Radetsky March, já nos sentimos restaurados para iniciar um novo ano, que desde já desejamos que seja pleno de Banda Desenhada!
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No passado dia 20 de Dezembro, a Revista Tabú, do jornal semanário SOL, através do seu jornalista Ricardo Nabais e do fotógrafo "APS", publicava um artigo sobre A Essência e algo mais, referente ao mundo d'O Menino Triste e do seu autor. Para quem não teve a oportunidade de ler o artigo na altura, aqui vos deixamos as duas páginas a ele referentes.
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Um Excelente 2009!
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Clicar, p.f. sobre as imagens para ampliar.
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28/12/08

O Menino Triste no Diário As Beiras



Na sequência do post anterior, aqui estamos a divulgar o artigo de João Miguel Lameiras sobre o livro A Essência, publicado no jornal diário As Beiras, no passado dia 20 de Dezembro. Nesse mesmo dia em que nos deslocámos à livraria Dr. Kartoon, na cidade de Coimbra, e onde fomos recebidos com casa cheia, ou não fosse a Lusa Atenas um dos pilares da formação d'O Menino Triste.

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Reencontros com antigos amigos, novos amigos... parece um cenário que se começa a repetir, felizmente, onde quer que O Menino Triste esteja presente. Espero que assim seja não apenas agora, mas de igual modo no tempo futuro.

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Clicar sobre a imagem para ampliar.

27/12/08

O Menino Triste na Blogosfera


Aproveitando esta pausa entre o Natal e o Novo Ano, vamos aqui colocar algumas coisas que se têm dito a propósito d’O Menino Triste e do seu novo livro A Essência, e que têm chegado ao nosso conhecimento. Tanto em blogues como na imprensa escrita, têm sido diversos os artigos a referi-los.
Assim, começando pelos blogues e para não retirar a hipótese de mais umas visitas aos mesmos, em vez de aqui colocar os respectivos textos, deixo os links daqueles que têm vindo a fazer essas referências, comentários ou críticas.


No blogue Leituras de BD, de Nuno Amado, uma bela crítica (aqui

).
No blogue Alternative Prision, de Gabriel Martins, uma curiosa introdução aos dois fanzines d’O Menino Triste (aqui
).
O blogue Na Terra do Nunca, de Francisco “Pan”, tem mais do que uma entrada referente à personagem; aqui
fica uma delas.

No original BD Tube, de Gustavo Carreira, um vídeo onde se refere A Essência. Muito nos honra que esse tenha sido o primeiro livro a ser referido neste blogue ;)
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The last but not the least, o blogue de Osvaldo de Sousa, Humorgrafe, que além de estar sempre com as novidades do mundo do humor e cartoon, tem apoiado desde sempre O Menino Triste.

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Visitem-nos e tenham umas boas leituras!

Nos posts seguintes iremos fazer referências aos artigos publicados na imprensa escrita.

12/12/08

O Maestro Sacode a Batuta


O maestro sacode a batuta,
E lânguida e triste a música rompe ...

Lembra-me a minha infância, aquele dia
Em que eu brincava ao pé dum muro de quintal
Atirando-lhe com uma bola que tinha dum lado
O deslizar dum cão verde, e do outro lado
Um cavalo azul a correr com um jockey amarelo ...

Prossegue a música, e eis na minha infância
De repente entre mim e o maestro, muro branco,
Vai e vem a bola, ora um cão verde,
Ora um cavalo azul com um jockey amarelo...

Todo o teatro é o meu quintal, a minha infância
Está em todos os lugares e a bola vem a tocar música,
Uma música triste e vaga que passeia no meu quintal
Vestida de cão verde tornando-se jockey amarelo...
(Tão rápida gira a bola entre mim e os músicos...)

Atiro-a de encontra à minha infância e ela
Atravessa o teatro todo que está aos meus pés
A brincar com um jockey amarelo e um cão verde
E um cavalo azul que aparece por cima do muro
Do meu quintal... E a música atira com bolas
À minha infância... E o muro do quintal é feito de gestos
De batuta e rotações confusas de cães verdes
E cavalos azuis e jockeys amarelos ...

Todo o teatro é um muro branco de música
Por onde um cão verde corre atrás de minha saudade
Da minha infância, cavalo azul com um jockey amarelo...

E dum lado para o outro, da direita para a esquerda,
Donde há árvores e entre os ramos ao pé da copa
Com orquestras a tocar música,
Para onde há filas de bolas na loja onde a comprei
E o homem da loja sorri entre as memórias da minha infância...
E a música cessa como um muro que desaba,
A bola rola pelo despenhadeiro dos meus sonhos interrompidos,
E do alto dum cavalo azul, o maestro, jockey amarelo tornando-se preto, Agradece, pousando a batuta em cima da fuga dum muro,
E curva-se, sorrindo, com uma bola branca em cima da cabeça,
Bola branca que lhe desaparece pelas costas abaixo...
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Fernando Pessoa, in "Cancioneiro" (Sexta parte do Poema «Chuva Oblíqua» Publicada em Orpheu, 2, 1915).