26/03/08

O Menino Triste d'après... Nuno Markl - 7


Quando foi homenageado, há um tempo atrás, pela Tertúlia BD de Lisboa, organizada pelo Geraldes Lino, o Nuno Markl ficou a saber (contrariamente ao que ele próprio pensava) que afinal o que ele fazia e publicava nos jornais não era cartoon, mas sim Banda Desenhada! Adivinhem quem é que foi o “esclarecedor”... claro, o nosso ÉleGê (LinoGeraldes).

Durante a humorada conversa que se seguiu, o Nuno confessou que tinha algumas dificuldades em desenhar cavalos, motas e... “gajas”. Estranho universo, pensei. Ora isso serviu de mote ao trabalho agora apresentado, no qual O Menino Triste se dispõe a ajudá-lo. E o Nuno aceitou de bom grado a ajuda.

Gostava aqui de referir, além dos cartoons, perdão, Bandas Desenhadas que o Nuno Markl tem publicado na imprensa, a sua participação no último álbum d’O Corvo, de Luis Louro, onde assina o argumento. Ficamos a aguardar por novas aventuras. É que não pensem que o Nuno anda a dormir ;))

20/03/08

O Terceiro Livro


Como já vos disse anteriormente, o terceiro livro d’O Menino Triste - A Essência - será publicado este ano. Já tem editora (desta vez não é auto publicação), e a sua produção segue a bom ritmo !

Achei que poderia ser interessante mostrar uma vinheta nas várias fases de produção. Assim, e para já aqui fica a vinheta escolhida, em traço de lápis. É uma vinheta da página 9 do álbum, que terá um total de 45 páginas. Será depois aqui colocada quando já estiver passada a tinta, e finalmente já com o texto incluído.

Caso tenham algumas questões a colocar, não hesitem em fazê-lo.

11/03/08

O Menino Triste Super Herói


Conhecem aqueles softwares em que se responde a uma data de perguntas, e no final dizem-nos do que é que gostamos mais, o nosso signo, e outras inutilidades? Pois existe um que nos revela, após aturado inquérito, qual o Super Herói que há em nós. É verdade!

Pois eu atrevi-me a responder a um desses questionários, e o output que daí resultou é o que agora aqui vos mostro. Coincidência ? ;)

29/02/08

O Menino Triste d'après... Luis Louro - 6


Ainda me lembro quando nos anos 1980 li aquela história no “Mundo de Aventuras”, em que o III Reich se cruzava com uns extra-terrestres. Fiquei fascinado com a forma como o autor (autores, já que era a dupla Louro/Simões) contava a história, e decidi ver quem a tinha feito: Louro. Desde então não deixei de ser seu fã, adquirindo todos os seus álbuns que iam saindo: Jim del Mónaco, Roques e Folques, Alice, Coração de Papel, ..., e mais recentemente ... O Corvo.

Guardava todas as notícias e entrevistas que encontrava em jornais e revistas que o referissem. Uma delas escrevia em letras gordas: “Luis Louro, uma promessa da BD Nacional”. E a “promessa” depressa se tornou num dos principais nomes da 9ª Arte Portuguesa. Eu diria mesmo, que o Luis Louro é um “novo clássico”.

Tive a felicidade, uns anos mais tarde de conhecer o Luis, tornando-me seu amigo, e descobrir a pessoa fantástica que ele é. É verdade: além de excelente autor de BD e de uma enorme capacidade de trabalho, o Luis Louro tem, também, uma alma enorme. Assim, ele foi um dos primeiros autores que “piquei”, para esta série “D’après...” com O Menino Triste. Tive algumas dúvidas sobre qual das suas personagens iria retratar, mas acabou por prevalecer a ideia do seu primeiro clássico: Jim del Mónaco. Contudo, tenho uma enorme vontade de igual forma um dia destes “picar” também O Corvo.

Já escrevi algures, que apesar do Luis ter uma (recente) grande paixão pela fotografia (ver aqui), onde tem sido (também) premiado, espero sinceramente que ele nunca deixe de fazer Banda Desenhada. É que o Luis Louro faz falta à BD Nacional.

17/02/08

Bucha & Estica




Nos idos de 1960’s, quando uma noite assisti, ainda criança, a uma sessão de cinema ao ar livre, nunca pensei que ela perdurasse durante tantos anos na minha memória. O filme que passou foi um do Bucha & Estica, e lembro-me perfeitamente de não ter parado de rir durante toda a sessão. Daí que quando precisei de um tema para a cena da descoberta do Cinema pel’O Menino Triste, não hesitei em utilizá-los. Laurel & Hardy, no original, proporcionaram-me grandes momentos de diversão, nesse e em muitos outros dias.

De tal forma foi divertido e prazeroso, que se tais emoções fossem de igual forma partilhadas por crianças das novas gerações, tornando-as também com isso mais felizes, seria uma grande satisfação para mim...

14/02/08

10/02/08

Obrigado, Rui!


Adoro boas surpresas. Sim! Por que não? Quem não gosta?

Quando pedi um autógrafo ao Rui Lacas, no seu último livro “Obrigada, Patrão”, estava longe de imaginar o que é que ele iria desenhar. Agarrou nas canetas, e em dois instantes rapidamente esboçou a personagem do "patrão". E foi a partir daí que a surpresa se deu: com a mesma destreza que tinha desenhado “o patrão”, em mais dois movimentos... pimba! Aí estava O Menino Triste! Podem imaginar a minha (agradável) surpresa. Primeiro porque não estava à espera, depois porque o Rui revelou não apenas conhecer a minha personagem, como a conhecer o suficiente para, de memória, o esboçar, o que muito me lisonjeia.
Tenho acompanhado os livros que o Rui Lacas tem editado, e além do seu estilo, identifico-me imensamente com a temática, e com a forma como ele conta as histórias, sobretudo este último “Obrigada, Patrão” e “A Filha do Caranguejo”. Mais coisas dele aqui.

Acho que posso dizer: Obrigado, Rui!

29/01/08

O Menino Triste d'aprés... Lewis Trondheim - 5


Aproveitando a recente visita de Lewis Trondheim ao FIBDA 2007, tive a oportunidade de trocar algumas impressões com ele e de lhe pedir para completar o texto da ilustração que agora aqui coloco.

Desta vez O Menino Triste é enquadrado nas Aventuras de Donjon (Coração de Pato) uma das séries mais populares de Trondheim junto do público nacional, ao qual se junta Marvin, o monstro do Guardião. Além desta série, Trodheim tem também publicado por terras lusas, e com grande êxito, a história “A Mosca” e “Os Cosmonautas do Futuro”, por exemplo.

Com um traço muito simples, fluído, mas imensamente eficaz, com o qual o leitor imediatamente simpatiza, Lewis Trondheim é um dos autores europeus de maior sucesso. O Menino Triste também assim o acha.

26/01/08

O Menino Triste em Polaco


Jakub YANKOWSKY é o autor do Blog Polaco http://www.przypadkiem.blogspot.com/.


Depois de uma passagem por Portugal onde estudou um pouco mais de Português, Jakub está de volta à sua terra natal. No seu Blog tivémos já o prazer de ver por algumas vezes citações aO Menino Triste. Uma primeira abordagem tratou do trabalho que fiz com inspiração no estilo do José Carlos Fernandes e publicado aqui sob o rótulo “O Menino Triste D’après...”. Agora outra focando o trabalho da mesma série que fiz sobre o Miguel Rocha e ainda a colaboração do José Abrantes na Exposição do FIBDA de 2005.

Jakub Yankowski não se limita a referenciar os trabalhos que acima mencionei, traduzindo-os mesmo para polaco. Quem sabe se esta poderá ser uma porta para o público polaco conhecer uma parte do Universo dO Menino Triste, e não só.


É pena não sabermos polaco, mas ficamos com o privilégio de imaginar as coisas boas que lá estarão escritas. Força Jakub.

18/01/08

O Menino Triste e as Novas Tecnologias


Das investidas que tenho tentado fazer em vários campos do conhecimento, e tentar aplicá-las ao campo das artes, uma delas é na área das tecnologias de prototipagem rápida.

Na minha actividade profissional tenho lidado com algumas das tecnologias disponíveis neste campo. Daí à utilização de algumas delas no desenvolvimento de algumas ideias que tenho para O Menino Triste, foi um pequeno passo. Assim, podem ver na imagem desta entrada, um pequeno diorama que eu e o Gastão Travado realizámos, a partir de um modelo 3D digital d’O Menino Triste. A partir desse modelo, foi construído utilizando uma máquina de prototipagem rápida, uma figura em resina, que depois foi pintada e colocada no diorama. A figura tem cerca de dez centímetros de altura.

Todos os detalhes da construção podem ser vistos
aqui. De referir ainda que a construção da figura foi efectuada utilizando uma das máquinas de Prototipagem Rápida do Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, CENTIMFE, na Marinha Grande.
Este trabalho foi alvo de uma apresentação do Gastão Travado no evento D2P - Design to Product, realizado em 2006, na Marinha Grande, onde foram apresentados vários trabalhos, que utilizaram as tecnologias de Prototipagem Rápida aplicadas a diversas áreas (Moda, Arquitectura, Arte, Engenharia,...).

08/01/08

Os Amigos de ÉmeTê - 8/8


No início de 2008, o amigo que fecha esta série de oito participantes na Exposição d’O Menino Triste patente no FIBDA 2005. Seu nome no meio BandaDesenhístico: José Abrantes.


Autor celebrando (mais de) 30 anos de carreira. José Abrantes é o autor nacional de Banda Desenhada que mais se tem dedicado a temas para crianças, sempre com um relevante êxito. Salientando apenas algumas das suas personagens podemos referir O Gato Zu, Dakar - O Minossauro, Homodonte, e mais recentemente a bruxinha Morgana, personagem esta que tive o prazer de ser convidado a desenhar alguns dos fundos de algumas das páginas das suas histórias.


Com imensas publicações em revistas, jornais, fanzines e álbuns, José Abrantes foi também um dos participantes nacionais presentes no Festival de Banda Desenhada de Angoulême de 1998, integrado na exposição “Perdidos no Oceano”, assim como em outra exposição que esteve patente no Centro Belga de Banda Desenhada, em Bruxelas, no ano de 2000, além de várias participações no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.
Em duas linhas não consigo abarcar a grandeza e qualidade de todo o Trabalho do José Abrantes, contudo, alguns deles podem ser vistos on line em
http://www.abrantes.interdinamica.com.

29/12/07

Escultura-Modelo


A entrada de hoje refere-se a uma pequena escultura realizada para servir de modelo para a série de curtas de animação 3D, que estou a preparar utilizando a personagem d'O Menino Triste.
Trata-se de uma escultura com cerca de 10 centímetros de altura, feita em massa de modelar. Não apenas serviu para o modelo 3D da personagem, mas também para algumas perspectivas da mesma, em algumas histórias de Banda Desenhada que entretanto fui fazendo.
Em relação às curtas de animação, ao longo dos próximos meses irei aqui falar-vos delas. Têm sobretudo como temática inicial, alguns dos capítulos do primeiro livro d'O Menino Triste.

14/12/07

Os Amigos de ÉmeTê - 7/8



O penúltimo Amigo d'O Menino Triste que apresentamos na sequência dos que participaram na Exposição que esteve patente no FIBDA2005, é o Gastão Travado.

O Gastão é o Senhor Digital, o Lord of the Bytes, Autor da primeira Banda Desenhada anaglífica publicada em Portugal (daquelas que se vêm com os óculos de lentes coloridas, que permitem ver as imagens em 3D). Esta Banda Desenhada tem o título de "Arquivo: 20; Marte 2205", e foi editada aquando do 20º Aniversário da Tertúlia BD de Lisboa, em 2005.

Aguardemos pelo ano de 2008, pois o Gastão terá algo que nos irá surpreender a todos.

09/12/07

Leonardo da Vinci era (também) um Menino Triste


Tudo começou quando Freud adivinhou no ambíguo sorriso das mulheres pintadas por Leonardo da Vinci a ternura sublimada mas inquieta por uma mãe longínqua.

Da leitura do livro de Sigmund Freud “Uma recordação de infância de Leonardo da Vinci” (Relógio D’Água Editores, Setembro 2007) ressalta o quanto a ausência da mãe do grande artista Renascentista o influenciou e limitou em alguns dos aspectos da sua vida enquanto homem e enquanto artista, tornando-o num “menino triste”.
De facto, como escrevi num dos primeiros posts deste Blog, uma criança pode tornar-se numa “criança triste” se não crescer nos braços da sua mãe, ou se não vir os seus sonhos tornarem-se realidade.
Com efeito, Leonardo da Vinci, que se sabe ser filho ilegítimo de Ser Piero da Vinci, notário, e de Caterina que era provavelmente camponesa, à qual foi arrancado quando tinha a idade entre três e cinco anos, para ir viver com o pai e com a terna e jovem madrasta Donna Albiera, a mulher de seu pai.

Leonardo terá guardado saudade imensa da sua mãe, que terá reencontrado quando tinha 41 anos, em 1493, quando esta o foi visitar a Milão. Reencontro infeliz, já que Caterina adoeceu e veio a falecer; as notas tomadas por Leonardo quanto às despesas com o seu funeral assim o confirmam.

Freud, através da observação dos sorrisos das figuras femininas pintadas em A Virgem com o Menino e Stª Ana (c. 1508-1513)consegue ver neles o mesmo sorriso que Leonardo pintou no quadro Mona Lisa del Giocondo. Segundo o autor, o sorriso de Mona Lisa terá despertado em Leonardo, já adulto, a recordação da mãe dos seus primeiros anos de infância.
[...]Quando Leonardo, chegado ao apogeu da sua vida, voltou a encontrar o sorriso de bem-aventurado êxtase que outrora animara a boca da sua mãe quando ela o acariciava, encontrava-se desde há muito sob o domínio de uma inibição que lhe proibia voltar a desejar tais carícias dos lábios de uma mulher. Mas tornou-se pintor e por isso esforçava-se por reproduzir com o pincel este sorriso em todos os seus quadros, e não só naqueles que ele próprio executou mas também nos que fez executar pelos seus discípulos, sob a sua orientação, tais como a Leda, o S. João Baptista e o Baco.[...]

Aliás, o sorriso de Mona Lisa serviu também de mote a uma história d’O Menino Triste, chamada exactamente “O Sorriso” que pode ser vista alguns posts atrás, neste Blog.