30/09/07

O Menino Triste d'aprés... Boucq- 2

Conforme prometi, ao ritmo de um por mês, irei trazer aqui os desenhos da série “d’aprés...” que tenho vindo a realizar com autores nacionais e estrangeiros. Eis o referente a Setembro.

O autor inspirador deste mês é o francês Boucq, mais propriamente, através da sua personagem Jerôme Moucherot, o vendedor de seguros mais “non sense” à face do planeta. Boucq preencheu o balão que lhe deixei no desenho, e autografou-o, quando esteve no FIBDA 2005. Nele pode ler-se (e vou fazer uma tradução livre): “ E eis o provérbio: como o hábito transforma o monge!... eis como de um Menino Triste, o hábito exalta a besta feroz nele adormecida!...


Devo referir que muitas das vezes (e foi este o caso) não abordo os autores com antecedência, sendo estes apanhados de surpresa, o que torna ainda mais espectacular o efeito final, e reflecte os génios que eles realmente são.

28/09/07

Referências - 3


A referência gráfica que hoje vos apresento é uma foto tirada em 1968, à 2ª Classe da Escola dos Coqueiros (Nº9), em Luanda, e a respectiva vinheta do 2º livro.

A 2ª Classe era a única que naquela Escola funcionava no período da tarde, pelo que não tínhamos mais colegas para brincar. Digo “tínhamos”, pois esta é a minha 2ª Classe. Falta aqui o Jorge Godinho (o meu melhor amigo: andámos juntos desde a Maternidade até ao 1º Ano do Ciclo), que se encontrava de férias na “Metrópole”.

Vou tentar identificar os elementos dos quais (ainda) me lembro, deixando aqui um repto a quem, porventura está fotografado no grupo (ou não) e tenha acedido por um qualquer milagre a esta página, o favor de me ajudar à identificação total.

1- Eu, 2- Adelino, 3- Pinto, 4- ?, 5- ?, 6- Zé, 7- Vilaça, 8- António, 9- Fernando, 10- Nélson, 11- Carlos Alberto, 12- ?, 13- ?, 14- ?, 15- ?(prima do Carlos Alberto), 16- ?, 17- Elizete, 18- ?, 19- ?, 20- ?, 21- Arlete, 22- Janota, 23- ?, 24- Funcionário, 25- Fernanda?, 26- ?, 27- Esperança (prima do Janota), 28- Ostílio, 29- Professora (que era uma Profª de substituição, já que a nossa era a Dª Helena, que nesta altura estava de licença de parto - penso)

27/09/07

Os Amigos de ÉmeTê - 2/8

Andreia Rechena. Fixem bem este nome, pois é concerteza um dos nomes de que irão ouvir falar no Futuro como uma grande referência da Banda Desenhada (e Ilustração) Portuguesa. É também a primeira Amiga do ÉmeTê que aqui vamos listar, e que também participou na Exposição sobre “Os Livros” patente no FIBDA 2005, com a ilustração que é agora aqui disponibilizada.

Conhecemo-nos através da net e depois de uns contactos no cyberespaço, a Andreia enviou-me um desenho. Na altura, o Grupo Extractus (ao qual pertenço) estava a ultimar a edição do fanzine electrónico (em CD-ROM) CyberExtractus #1. Vendo o tal desenho, imediatamente a convidei a fazer uma BD, que seria editada em papel, e incluída no estojo do fanzine electrónico, como alguns de vocês devem estar recordados.

Possuidora de um estilo muito próprio e original, tem cadernos cheios de desenhos e apontamentos, que fariam a delícia de qualquer apreciador de (boa) Arte. Esperemos que ela os continue a editar, como tem feito através do recém editado fanzine [R]EJECT. Ainda por cima, a Andreia faz o favor de ser uma das Amigas do ÉmeTê. Podem ver os seus trabalhos aqui (http://zarzanga.blogspot.com/).

24/09/07

O Sorriso



Momentos existem nas nossa vidas que têm a capacidade de tornar clara a hierarquia das prioridades e escolhas que fizémos anteriormente. Acontecimentos ou relações, acções ou pensamentos, tudo se relativisa quando um desses momentos nos cruza o destino.

O que aqui vos conto, nesta história curta, é exactamente um desses momentos mágicos, que tornam muito mais feliz qualquer existência humana. Nela podem ver pela primeira (e quiçá única) vez, o Sorriso que desponta da face d’O Menino Triste. E que melhor senão o fundo da obra de Leonardo D’Avinci que imortalizou o sorriso mais enigmático de sempre, para servir de meio a essa realização.

Inicialmente editada no nº 105 do Tertúlia Bdzine de Setembro de 2006, editado por Geraldes Lino, tem a particularidade da sua quinta (e última página) ser um exlibris a cores. Na Tertúlia BD de Lisboa, foram distribuídos 100 exemplares numerados e assinados pelo autor.

21/09/07

Os Amigos de ÉmeTê - 1/8


Além da Inteligência, os deuses deram-nos também o dom da Amizade. Esta, para mim, é algo que está praticamente acima de todas as coisas. A verdadeira Amizade. Contrariamente ao que diz o ditado, acho que a Amizade não é para as ocasiões: a Amizade é para SEMPRE.

O Menino Triste, embora os dedos das mãos cheguem para contar os anos da sua existência, conta já com uma quantidade razoável de Amigos, e dos verdadeiros.

Foi com base nessa Amizade, que convidei alguns Amigos a tomarem parte na Exposição que esteve patente durante o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em 2005. Vou aqui colocar, um a um, os trabalhos dos autores/amigos participantes.

Começo com o que primeiro me entregou o seu trabalho – Daniel Maia. Penso que mesmo nos EUA, haverá poucos desenhadores como o Dany. A sua qualidade no estilo comics é simplesmente excepcional. Tarda apenas em afirmar-se de vez. Porquê?

16/09/07

Os Beatles em "background"



Continuando com as referências gráficas que tenho utilizado nos livros d'O Menino Triste, deixo agora esta aqui, que utilizei no segundo livro.
Os Beatles. Sim, os Beatles. Nesta foto, proporcionaram-me a inspiração para a vinheta que aqui podem ver. O espírito jocoso da mesma, e a eterna brincadeira da luta de almofadas que todas as crianças adoram fazer, deram origem à vinheta.
Trata-se de uma cena em que O Menino Triste brinca no quarto com os seus amigos de infância, que tinha descoberto nos livros que entretanto ia lendo.
Para quem não (re)conhecer, as personagens da vinheta são o Peter Pan, O Menino Triste, O Principezinho e o Pinóquio (com mais uma mentira!).

31/08/07

O Menino Triste d'aprés... José Carlos Fernandes - 1


Corria o ano de 2005, e durante o FIBDA desse ano ocorreu-me a seguinte ideia:

Então e se eu desenhasse O Menino Triste no estilo de outros autores?


O primeiro que me ocorreu, porque na altura estava exactamente ao meu lado, foi o José Carlos Fernandes. Depois de lhe ter falado da minha ideia, ele concordou, e dias depois apareci com o desenho que agora podem aqui ver, feito por mim, e deixando apenas um balão para o JCF preencher com a sua mestria.
A cena parodia o Director do Museu Nacional do Acessório e do Irrelevante, Roberto Rosz.


Espero que gostem, e tenho mais alguns já feitos, ao estilo de outros autores (nacionais e internacionais). Todos os meses irei deixar aqui um.

27/08/07

José Gomes Ferreira e O Menino Triste


Aquando das comemorações do centenário do nascimento de José Gomes Ferreira (1900-1985), realizou-se no dia 13 de Setembro de 2001, no Cine-Teatro Tivoli em Lisboa, um Concerto promovido pela C.M.L., em que participaram Armando Vidal ao piano e ainda a Orquestra Metropolitana de Lisboa, com direcção de César Viana.

De entre as obras interpretadas por Armando Vidal, destaca-se uma, um scherzo para piano, composto em 1928 por José Gomes Ferreira, e de nome “Menino Triste”. Esta peça, como aliás quase toda a música para piano de José Gomes Ferreira, foi escrita quando ele foi Cônsul em Kristiansund, na Noruega, entre 1925 e 1929.

Infelizmente não assisti a este concerto, mas a C.M.L. através dos seus Serviços Culturais, ficou de editar em CD (terá já saído?), a gravação do espectáculo realizado exactamente na altura em que era editado o primeiro livro do meu Menino Triste.

Como é óbvio, esta música nada tem a ver com a B.D. do MT, mas gostava de a conhecer. Já agora, se porventura alguém tiver conhecimento desta obra de José Gomes Ferreira, editada em algum CD ou em partitura, e me queira deixar aqui alguma indicação, ficaria imensamente grato.

Quem de certeza poderá saber algo sobre esta peça, como é óbvio, deverá ser o Maestro António Vitorino de Almeida, que participou em Março de 2001 na Academia de Música de Lisboa, numa palestra do ciclo “A Palavra e a Música”, de Homenagem a José Gomes Ferreira. Se alguém o conhecer pessoalmente… ou ao Maestro Armando Vidal...

24/08/07

O Segundo Livro

Eis então cronologicamente chegado o momento de inserir o aparecimento do segundo fanzine d’O Menino Triste, de título “Os Livros”, editado em 2005.
Remeto o leitor para o post sobre O Menino Triste na imprensa – 1.

O Prefácio d'Os Livros foi escrito por um amigo de quem imensamente gostamos: José de Matos-Cruz, e pode ser lido no IMAGINÁRiO 65 de 01 JAN 2006.

Nos próximos posts irei dar a conhecer algumas curiosidades sobre este livro.

O Menino Triste no FunZIP #1













O Funzip é um fanzine que teve a sua origem na colaboração entre o Grupo Entropia e o Grupo Extractus, tendo como principal objectivo o servir de local de compilação de trabalhos de diversos autores portugueses, sendo maioritária a área da Banda Desenhada, mas também inclui trabalhos de Ilustração e mais recentemente de Literatura.

O Menino Triste teve lugar no FunZIP #1, através da história de quatro páginas “micro… Macro”. (clicar nas imagens para ampliar)

O Menino Triste na Imprensa - 1


Embora considere estes posts sobre as notícias saídas na imprensa um pouco egocentristas ;), não resisto em vos mostrar. Vou começar por dois pequenos excertos de outras tantas notícias de carácter mais geral, onde se referencia o segundo livro d'O Menino Triste - "Os Livros".


“[…] Tão simples como comovente é “Os Livros”, a segunda história do “Menino Triste”, personagem criado por João Mascarenhas para regressar à infância, em histórias em que é bem evidente a carga autobiográfica. Recuperando as suas recordações de infância, Mascarenhas assina aqui uma bela homenagem à importância dos livros no imaginário do pequeno leitor que ao tornar-se adulto, não esquece esse mundo mágico da sua infância. Um mundo ao qual se pode sempre voltar abrindo um livro.[…]” João Miguel Lameiras, Diário As Beiras, 10 de Dezembro de 2005, O regresso dos portugueses

[...] há autores (e personagens) portugueses notáveis, que mereciam maior divulgação. A mais recente obra de João Mascarenhas, Os Livros (Extractus), relembra que o seu Menino Triste tem uma qualidade evocativa que não é usual surgir com tanta eficácia.
Tributo em tom de nostalgia poética aos livros, e a algumas das personagens e sensações que marcaram o autor/personagem, Os Livros é uma pequena pérola que vale a pena procurar. [...] João Ramalho Santos, Jornal de Letras, 29 de Março 2006

23/08/07

Referências - 1

Algo que me dá particular prazer quando faço B.D., é utilizar algumas referências, quer gráficas quer literárias das mais variadas fontes. Irei ao longo do Blog, deixar-vos algumas delas, umas mais conhecidas, outras talvez não.

No primeiro livro d'O Menino Triste, uma das referências que utilizei foi uma foto de um dos meus fotógrafos favoritos: Robert Doisneau. A foto foi Le Baiser de l'Hotel de Ville (Paris, 1950). Dado esta parte da acção do livro se passar no início dos anos 1980, fiz as adaptações respectivas.

A imagem original, como todos conhecem é esta:

Coimbra na BD




Aquando da celebração de Coimbra como Capital Nacional da Cultura, em 2003, a Associação Projectos Sequenciais e o Museu da Física da Universidade de Coimbra, realizaram a Exposição Coimbra na Banda Desenhada.




Os comissários da Exposição foram João Paiva Boléo e João Miguel Lameiras. O cartaz foi realizado por François Schulten. A exposição dividiu-se em dois núcleos principais, o primeiro reunindo os mais significativos exemplos da presença de Coimbra em obras de BD nacionais e internacionais, e o segundo centrando-se no livro O Segredo de Coimbra de Étienne Schréder, obra que parte do espólio do Museu de Física para construir uma imagem onírica da cidade.

Dado que o primeiro livro d'O Menino Triste é parcialmente passado em Coimbra, tive a felicidade de o ver entre as obras expostas no primeiro núcleo.


Deixo-vos aqui duas páginas do livro, onde se retrata Coimbra: a zona junto à Via Latina, e o Bar da Associação Académica, onde João Miguel Lameiras conseguiu descobrir um ex-candidato a candidato à presidência da República Portuguesa (lembram-se?), conforme descrito no Catálogo da Exposição, editado pela ASA.

20/08/07

O Menino Smart


Aqui fica uma proposta enviada à SMART, para decoração de um modelo Cabrio.

24h Volta a Portugal em BD


Através do dinamismo que caracteriza o Fernando Madeira, Phermad, foi editado um pequeno livro cujo título está em epígrafe, e no qual colaborei com a história situada entre as 6h00 e as 7h00, de título "Rotina", e passada em Lisboa.

O original é a preto e branco, mas fica aqui uma versão em roxo, para variar.