16/09/07

Os Beatles em "background"



Continuando com as referências gráficas que tenho utilizado nos livros d'O Menino Triste, deixo agora esta aqui, que utilizei no segundo livro.
Os Beatles. Sim, os Beatles. Nesta foto, proporcionaram-me a inspiração para a vinheta que aqui podem ver. O espírito jocoso da mesma, e a eterna brincadeira da luta de almofadas que todas as crianças adoram fazer, deram origem à vinheta.
Trata-se de uma cena em que O Menino Triste brinca no quarto com os seus amigos de infância, que tinha descoberto nos livros que entretanto ia lendo.
Para quem não (re)conhecer, as personagens da vinheta são o Peter Pan, O Menino Triste, O Principezinho e o Pinóquio (com mais uma mentira!).

31/08/07

O Menino Triste d'aprés... José Carlos Fernandes - 1


Corria o ano de 2005, e durante o FIBDA desse ano ocorreu-me a seguinte ideia:

Então e se eu desenhasse O Menino Triste no estilo de outros autores?


O primeiro que me ocorreu, porque na altura estava exactamente ao meu lado, foi o José Carlos Fernandes. Depois de lhe ter falado da minha ideia, ele concordou, e dias depois apareci com o desenho que agora podem aqui ver, feito por mim, e deixando apenas um balão para o JCF preencher com a sua mestria.
A cena parodia o Director do Museu Nacional do Acessório e do Irrelevante, Roberto Rosz.


Espero que gostem, e tenho mais alguns já feitos, ao estilo de outros autores (nacionais e internacionais). Todos os meses irei deixar aqui um.

27/08/07

José Gomes Ferreira e O Menino Triste


Aquando das comemorações do centenário do nascimento de José Gomes Ferreira (1900-1985), realizou-se no dia 13 de Setembro de 2001, no Cine-Teatro Tivoli em Lisboa, um Concerto promovido pela C.M.L., em que participaram Armando Vidal ao piano e ainda a Orquestra Metropolitana de Lisboa, com direcção de César Viana.

De entre as obras interpretadas por Armando Vidal, destaca-se uma, um scherzo para piano, composto em 1928 por José Gomes Ferreira, e de nome “Menino Triste”. Esta peça, como aliás quase toda a música para piano de José Gomes Ferreira, foi escrita quando ele foi Cônsul em Kristiansund, na Noruega, entre 1925 e 1929.

Infelizmente não assisti a este concerto, mas a C.M.L. através dos seus Serviços Culturais, ficou de editar em CD (terá já saído?), a gravação do espectáculo realizado exactamente na altura em que era editado o primeiro livro do meu Menino Triste.

Como é óbvio, esta música nada tem a ver com a B.D. do MT, mas gostava de a conhecer. Já agora, se porventura alguém tiver conhecimento desta obra de José Gomes Ferreira, editada em algum CD ou em partitura, e me queira deixar aqui alguma indicação, ficaria imensamente grato.

Quem de certeza poderá saber algo sobre esta peça, como é óbvio, deverá ser o Maestro António Vitorino de Almeida, que participou em Março de 2001 na Academia de Música de Lisboa, numa palestra do ciclo “A Palavra e a Música”, de Homenagem a José Gomes Ferreira. Se alguém o conhecer pessoalmente… ou ao Maestro Armando Vidal...

24/08/07

O Segundo Livro

Eis então cronologicamente chegado o momento de inserir o aparecimento do segundo fanzine d’O Menino Triste, de título “Os Livros”, editado em 2005.
Remeto o leitor para o post sobre O Menino Triste na imprensa – 1.

O Prefácio d'Os Livros foi escrito por um amigo de quem imensamente gostamos: José de Matos-Cruz, e pode ser lido no IMAGINÁRiO 65 de 01 JAN 2006.

Nos próximos posts irei dar a conhecer algumas curiosidades sobre este livro.

O Menino Triste no FunZIP #1













O Funzip é um fanzine que teve a sua origem na colaboração entre o Grupo Entropia e o Grupo Extractus, tendo como principal objectivo o servir de local de compilação de trabalhos de diversos autores portugueses, sendo maioritária a área da Banda Desenhada, mas também inclui trabalhos de Ilustração e mais recentemente de Literatura.

O Menino Triste teve lugar no FunZIP #1, através da história de quatro páginas “micro… Macro”. (clicar nas imagens para ampliar)

O Menino Triste na Imprensa - 1


Embora considere estes posts sobre as notícias saídas na imprensa um pouco egocentristas ;), não resisto em vos mostrar. Vou começar por dois pequenos excertos de outras tantas notícias de carácter mais geral, onde se referencia o segundo livro d'O Menino Triste - "Os Livros".


“[…] Tão simples como comovente é “Os Livros”, a segunda história do “Menino Triste”, personagem criado por João Mascarenhas para regressar à infância, em histórias em que é bem evidente a carga autobiográfica. Recuperando as suas recordações de infância, Mascarenhas assina aqui uma bela homenagem à importância dos livros no imaginário do pequeno leitor que ao tornar-se adulto, não esquece esse mundo mágico da sua infância. Um mundo ao qual se pode sempre voltar abrindo um livro.[…]” João Miguel Lameiras, Diário As Beiras, 10 de Dezembro de 2005, O regresso dos portugueses

[...] há autores (e personagens) portugueses notáveis, que mereciam maior divulgação. A mais recente obra de João Mascarenhas, Os Livros (Extractus), relembra que o seu Menino Triste tem uma qualidade evocativa que não é usual surgir com tanta eficácia.
Tributo em tom de nostalgia poética aos livros, e a algumas das personagens e sensações que marcaram o autor/personagem, Os Livros é uma pequena pérola que vale a pena procurar. [...] João Ramalho Santos, Jornal de Letras, 29 de Março 2006

23/08/07

Referências - 1

Algo que me dá particular prazer quando faço B.D., é utilizar algumas referências, quer gráficas quer literárias das mais variadas fontes. Irei ao longo do Blog, deixar-vos algumas delas, umas mais conhecidas, outras talvez não.

No primeiro livro d'O Menino Triste, uma das referências que utilizei foi uma foto de um dos meus fotógrafos favoritos: Robert Doisneau. A foto foi Le Baiser de l'Hotel de Ville (Paris, 1950). Dado esta parte da acção do livro se passar no início dos anos 1980, fiz as adaptações respectivas.

A imagem original, como todos conhecem é esta:

Coimbra na BD




Aquando da celebração de Coimbra como Capital Nacional da Cultura, em 2003, a Associação Projectos Sequenciais e o Museu da Física da Universidade de Coimbra, realizaram a Exposição Coimbra na Banda Desenhada.




Os comissários da Exposição foram João Paiva Boléo e João Miguel Lameiras. O cartaz foi realizado por François Schulten. A exposição dividiu-se em dois núcleos principais, o primeiro reunindo os mais significativos exemplos da presença de Coimbra em obras de BD nacionais e internacionais, e o segundo centrando-se no livro O Segredo de Coimbra de Étienne Schréder, obra que parte do espólio do Museu de Física para construir uma imagem onírica da cidade.

Dado que o primeiro livro d'O Menino Triste é parcialmente passado em Coimbra, tive a felicidade de o ver entre as obras expostas no primeiro núcleo.


Deixo-vos aqui duas páginas do livro, onde se retrata Coimbra: a zona junto à Via Latina, e o Bar da Associação Académica, onde João Miguel Lameiras conseguiu descobrir um ex-candidato a candidato à presidência da República Portuguesa (lembram-se?), conforme descrito no Catálogo da Exposição, editado pela ASA.

20/08/07

O Menino Smart


Aqui fica uma proposta enviada à SMART, para decoração de um modelo Cabrio.

24h Volta a Portugal em BD


Através do dinamismo que caracteriza o Fernando Madeira, Phermad, foi editado um pequeno livro cujo título está em epígrafe, e no qual colaborei com a história situada entre as 6h00 e as 7h00, de título "Rotina", e passada em Lisboa.

O original é a preto e branco, mas fica aqui uma versão em roxo, para variar.

06/08/07

O Menino Triste, capa de fanzine


Um amigo brasileiro de origem japonesa, Ken, editou há uns tempos um fanzine, de nome “Sardinha Submarina”, no qual teve a gentileza de colocar na capa uma imagem com O Menino Triste. Esta imagem tinha-a feito eu há já alguns anos, aquando das minhas primeiras incursões no mundo vectorial do Flash. Entretanto, o Ken parece que regressou ao Brasil.

Série Filatélica


Aquando do 3º Aniversário da edição d’O Menino Triste (#1) em 2004, foi solicitado aos Correios Franceses – La Poste – a emissão de umas quantas folhas de selos contendo O Menino Triste ao lado do Marsupilami.


Não se trata de nada de excepcional, já que é um serviço público a que qualquer um tem acesso, só que achei que esta emissão filatélica poderia servir como mais uma curiosidade coleccionista em relação ao tema.

02/08/07

Outros Meninos Tristes




Ao longo da História da Banda Desenhada, e da Arte em geral, são diversos os casos de "meninos tristes" que podem ser encontrados.
Refiro apenas três: Shingi Ikari, da série de mangá e animé Evangelion; Anakin Skywalker aqui representado na versão da série animada Clone Wars, derivado da Guerra das Estrelas (Star Wars) e o tão conhecido Peter Pan, de James M. Berrie.
Todas estas personagens não cresceram nos braços das suas mães, tornando-se portanto em Meninos Tristes. As consequências que daí resultaram são, como é conhecido, bastante diversas.
Poderíamos enumerar outros Meninos Tristes, e gostaria de aqui deixar um repto aos leitores do Blog, nesse sentido.

O Primeiro Livro


O Livro "O Menino Triste" começou por ser quase uma brincadeira, sem um objectivo de publicação pré-determinado, e muito menos de ter continuidade, como mais tarde veio a acontecer.
Devo dizer desde já que as histórias d'O Menino Triste não são histórias para crianças, embora possam por elas ser lidas.
Esta primeira história, que originalmente era para ser a única, foca parte da vida d'O Menino Triste, desde a infância até à fase adulta, passando pela Universidade (de Coimbra), pelas motivações, e sobretudo pelo facto de se "ter de crescer", e deixarmos de ser crianças e termos de enfrentar uma realidade muito mais agressiva e muitas das vezes (demasiado) limitativa dos nossos sonhos.
As duas edições deste livro - num total de 1.000 exemplares - estão praticamente esgotadas, podendo-se encontrar alguns dos últimos exemplares em algumas lojas temáticas. Uma amiga nossa (a Ana Laureano) presenteou-nos com a tradução deste livro (e do segundo) para francês. Esta versão será disponibilizada brevemente em formato pdf.
Devo dizer que a reacção das pessoas que iam lendo o livro era muito interessante, afirmando algumas delas que "embora o livro tivesse 16 páginas, ficava-se com a sensação de ter lido uma obra de maior vulto". Foram aliás as "pressões" que "sofri" por parte dos leitores, que me fizeram partir para o segundo livro, de que vos falarei mais tarde.

Origens


Uma das questões que mais me são colocadas é "porque é que o menino é triste?"



O "triste" do nome da personagem não tem de significar necessariamente "deprimido" ou "infeliz". Antes pelo contrário, no caso desta personagem. O "triste tem mais a ver com "preocupação".

Efectivamente, a ideia para o nome surgiu-me da leitura de vários textos de psicologia, onde alguém dizia que quando uma criança cresce na ausência da mãe, ou os seus sonhos não são completamente atingidos, essa criança tem a tendência a tornar-se num criança triste. O que faz com que praticamente todos nós sejamos potenciais "meninos tristes".

Contudo, O Menino Triste é um menino feliz, e o nome é portanto mais uma "figura de estilo" do que uma fatalidade do espírito.