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01/08/08

Outros Meninos Tristes


Completa-se hoje o primeiro ano de existência do Blog d’O Menino Triste.
Aproveitando a mesma gostava de vos mostrar um outro menino triste: Billy Elliot, a par de outros de que já vos falei no ano passado (Peter Pan, Shingi Ikari e Anakin Skywalker). A história já originou um filme e um musical.

“Billy Elliot”, o filme, talvez tenha sido o que mais intimamente me tocou, de todos os que até hoje assisti. O desenrolar da história, a luta por um sonho contra tudo e todos, e finalmente o alcançar de um objectivo. Billy Elliot é um dos exemplos de menino triste que se pode conhecer. O ambiente adverso, social e economicamente, em que o rapaz vive (anos 1980), durante a crise entre os mineiros britânicos e a Dama de Ferro, cria um sentimento de tristeza em Billy, que irá servir de alavanca à sua determinação e luta para conseguir aquilo que realmente gosta ser: bailarino.

De facto, a melancolia encoraja novas formas de conceber misteriosas ligações entre antónimos. Reporta-nos à inocência, à ironia, e faz com que enfrentemos o “status quo”, e se consigam novas realizações. Foi o que fez Billy Elliot. Num meio em que os rapazes ou jogavam futebol ou praticavam boxe, Billy está sozinho ao querer tornar-se bailarino clássico.


De facto, frequentemente o mundo torna-se um pouco entediante, dado que muitas vezes é controlado por hábitos ultrapassados, que o tornam cansativo e repetitivo. Isto pode causar tristeza, mas é essa mesma tristeza que nos faz dar o salto, fazer cair o véu entediante e perante nós revelar novas possibilidades. Assim, todos nós somos chamados a ser criativos.

Foi assim que fez o Billy, é assim que faz O Menino Triste.

31/07/08

Papel de Fundo - 02



No dia em que se conclui o primeiro ano de existência do Blog d'O Menino Triste, disponibilizamos mais um "papel de fundo".

Uma vez mais o tema é referente ao próximo livro "A Essência" e, para já, é disponibilizado no formato 800 x 600 píxeis.

26/07/08

Troféus CentralComics.com


No dia em que decorre mais uma cerimónia de atribuição dos Troféus CentralComics.com, gostaria de aqui vos mostrar o cartaz da edição de 2006 dos mesmos troféus. Como na altura ainda não existia o Blog d’O Menino Triste, aqui fica agora o dito cartaz.

O desenho é de Nuno Sarabando, e o Design Gráfico de Hugo Jesus. No cartaz, muito feliz, podem ser vistos alguns dos heróis que faziam parte dos livros nomeados na altura, entre os quais se pode ver O Menino Triste.
Gostaria de aproveitar esta oportunidade para dar um grande abraço ao Hugo Jesus e à Andreia pela sua persistência e sucesso do seu site/loja, e sei já que de futuro este evento irá ter uma repercussão ainda maior no mundo da nossa Banda Desenhada. Um abraço também para o Nélson Castro, pois como sabem é um dos fundadores da CentralComics.com, mas que nos últimos tempos tem estado mais em “pano de fundo”.

Esperamos já pelas futuras edições e que tenham todo o apoio que merecem.

22/06/08

A Música de José Gomes Ferreira - 2


Em Agosto de 2007,coloquei aqui no Blog, um post sobre uma música de José Gomes Ferreira, chamada exactamente “O Menino Triste”. Trata-se de um scherzo para piano, e que a última vez que terá sido tocada em público foi em 2001 no concerto de homenagem a José Gomes Ferreira, no Teatro Tivoli em Lisboa, por ocasião do centenário do seu nascimento. O intérprete foi o pianista Armando Vidal.

Lancei então um repto sobre uma eventual gravação que terá sido feita na altura, responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, mas os resultados foram negativos. Apenas o Maestro César Viana se disponibilizou para me facultar uma cópia da partitura, o que muito agradeço.

Eis quando senão, há umas semanas atrás, por um acaso ciber espacial, encontrei umas referências a essa mesma música num outro blog (já desactivado). O autor do blog é João Pedro Nunes, que é actualmente estudante do curso de Ciências Musicais, da Universidade Nova de Lisboa. Apaixonado do piano, João Pedro Nunes é um grande entusiasta e divulgador da música de José Gomes Ferreira. Daí que ao meu pedido de cedência de uma eventual gravação que tivesse em seu poder, o João imediatamente se prontificou a cedê-la. Trata-se de uma gravação em formato mp3, e que foi realizada exactamente no tal concerto de 2001. A gravação foi realizada por um ex-professor do João Pedro Nunes.

Assim sendo, aqui a disponibilizo, tentando contribuir também para a divulgação da música de José Gomes Ferreira, vertente pouco conhecida de muitos dos cibernautas. E um ENORME muito obrigado ao João Pedro Nunes. De mim e d’O Menino Triste.

12/06/08

O Menino Triste na Escola


O Menino Triste esteve presente em mais uma acção de divulgação de Banda Desenhada junto de uma escola.
Desta vez, numa escola do Algarve, onde o contacto com os alunos e professores se mostrou imensamente interessante. Conversou-se sobre Banda Desenhada, as suas várias vertentes, estilos, técnicas e muitas mais coisas. Algumas das crianças mostraram já algum conhecimento sobre diversos aspectos técnicos da Banda Desenhada, sendo potenciais apreciadores futuros da nossa forma preferida de literatura.
Havemos de lá voltar. Prometo!

18/04/08

Papel de Fundo - 01


Inicia-se aqui a disponibilização de uma primeira série de Papeis de Fundo, com temas do terceiro livro d'O Menino Triste, "A Essência".
As imagens são disponibilizadas em 800x600 dpi. Caso haja interesse em imagens maiores, é só fazerem chegar o vosso desejo, assim como a dimensão da imagem pretendida.
Espero que apreciem, e se houver comentários ou sugestões, não hesitem em fazê-los até nós chegar.

11/03/08

O Menino Triste Super Herói


Conhecem aqueles softwares em que se responde a uma data de perguntas, e no final dizem-nos do que é que gostamos mais, o nosso signo, e outras inutilidades? Pois existe um que nos revela, após aturado inquérito, qual o Super Herói que há em nós. É verdade!

Pois eu atrevi-me a responder a um desses questionários, e o output que daí resultou é o que agora aqui vos mostro. Coincidência ? ;)

14/02/08

26/01/08

O Menino Triste em Polaco


Jakub YANKOWSKY é o autor do Blog Polaco http://www.przypadkiem.blogspot.com/.


Depois de uma passagem por Portugal onde estudou um pouco mais de Português, Jakub está de volta à sua terra natal. No seu Blog tivémos já o prazer de ver por algumas vezes citações aO Menino Triste. Uma primeira abordagem tratou do trabalho que fiz com inspiração no estilo do José Carlos Fernandes e publicado aqui sob o rótulo “O Menino Triste D’après...”. Agora outra focando o trabalho da mesma série que fiz sobre o Miguel Rocha e ainda a colaboração do José Abrantes na Exposição do FIBDA de 2005.

Jakub Yankowski não se limita a referenciar os trabalhos que acima mencionei, traduzindo-os mesmo para polaco. Quem sabe se esta poderá ser uma porta para o público polaco conhecer uma parte do Universo dO Menino Triste, e não só.


É pena não sabermos polaco, mas ficamos com o privilégio de imaginar as coisas boas que lá estarão escritas. Força Jakub.

29/12/07

Escultura-Modelo


A entrada de hoje refere-se a uma pequena escultura realizada para servir de modelo para a série de curtas de animação 3D, que estou a preparar utilizando a personagem d'O Menino Triste.
Trata-se de uma escultura com cerca de 10 centímetros de altura, feita em massa de modelar. Não apenas serviu para o modelo 3D da personagem, mas também para algumas perspectivas da mesma, em algumas histórias de Banda Desenhada que entretanto fui fazendo.
Em relação às curtas de animação, ao longo dos próximos meses irei aqui falar-vos delas. Têm sobretudo como temática inicial, alguns dos capítulos do primeiro livro d'O Menino Triste.

09/12/07

Leonardo da Vinci era (também) um Menino Triste


Tudo começou quando Freud adivinhou no ambíguo sorriso das mulheres pintadas por Leonardo da Vinci a ternura sublimada mas inquieta por uma mãe longínqua.

Da leitura do livro de Sigmund Freud “Uma recordação de infância de Leonardo da Vinci” (Relógio D’Água Editores, Setembro 2007) ressalta o quanto a ausência da mãe do grande artista Renascentista o influenciou e limitou em alguns dos aspectos da sua vida enquanto homem e enquanto artista, tornando-o num “menino triste”.
De facto, como escrevi num dos primeiros posts deste Blog, uma criança pode tornar-se numa “criança triste” se não crescer nos braços da sua mãe, ou se não vir os seus sonhos tornarem-se realidade.
Com efeito, Leonardo da Vinci, que se sabe ser filho ilegítimo de Ser Piero da Vinci, notário, e de Caterina que era provavelmente camponesa, à qual foi arrancado quando tinha a idade entre três e cinco anos, para ir viver com o pai e com a terna e jovem madrasta Donna Albiera, a mulher de seu pai.

Leonardo terá guardado saudade imensa da sua mãe, que terá reencontrado quando tinha 41 anos, em 1493, quando esta o foi visitar a Milão. Reencontro infeliz, já que Caterina adoeceu e veio a falecer; as notas tomadas por Leonardo quanto às despesas com o seu funeral assim o confirmam.

Freud, através da observação dos sorrisos das figuras femininas pintadas em A Virgem com o Menino e Stª Ana (c. 1508-1513)consegue ver neles o mesmo sorriso que Leonardo pintou no quadro Mona Lisa del Giocondo. Segundo o autor, o sorriso de Mona Lisa terá despertado em Leonardo, já adulto, a recordação da mãe dos seus primeiros anos de infância.
[...]Quando Leonardo, chegado ao apogeu da sua vida, voltou a encontrar o sorriso de bem-aventurado êxtase que outrora animara a boca da sua mãe quando ela o acariciava, encontrava-se desde há muito sob o domínio de uma inibição que lhe proibia voltar a desejar tais carícias dos lábios de uma mulher. Mas tornou-se pintor e por isso esforçava-se por reproduzir com o pincel este sorriso em todos os seus quadros, e não só naqueles que ele próprio executou mas também nos que fez executar pelos seus discípulos, sob a sua orientação, tais como a Leda, o S. João Baptista e o Baco.[...]

Aliás, o sorriso de Mona Lisa serviu também de mote a uma história d’O Menino Triste, chamada exactamente “O Sorriso” que pode ser vista alguns posts atrás, neste Blog.

19/10/07

Prémio Nacional de Banda Desenhada - 2006


Agora que se inicia mais um Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, venho aqui recordar o Prémio atribuído a "Os Livros", na categoria de melhor Fanzine, na edição 2006 do Festival.
Os Prémios Nacionais de Banda Desenhada - Troféus Zé Pacóvio e Grilinho - são atribuídos anualmente entre as edições dadas à estampa durante todo o tempo que decorre entre duas edições do Festival. A votação é realizada entre os elementos da "Academia" inscritos na base de dados do Centro Nacional da Banda Desenhada e Imagem, sendo então atribuídos, nas várias categorias, os prémios mais prestigiantes da BD nacional.

27/08/07

José Gomes Ferreira e O Menino Triste


Aquando das comemorações do centenário do nascimento de José Gomes Ferreira (1900-1985), realizou-se no dia 13 de Setembro de 2001, no Cine-Teatro Tivoli em Lisboa, um Concerto promovido pela C.M.L., em que participaram Armando Vidal ao piano e ainda a Orquestra Metropolitana de Lisboa, com direcção de César Viana.

De entre as obras interpretadas por Armando Vidal, destaca-se uma, um scherzo para piano, composto em 1928 por José Gomes Ferreira, e de nome “Menino Triste”. Esta peça, como aliás quase toda a música para piano de José Gomes Ferreira, foi escrita quando ele foi Cônsul em Kristiansund, na Noruega, entre 1925 e 1929.

Infelizmente não assisti a este concerto, mas a C.M.L. através dos seus Serviços Culturais, ficou de editar em CD (terá já saído?), a gravação do espectáculo realizado exactamente na altura em que era editado o primeiro livro do meu Menino Triste.

Como é óbvio, esta música nada tem a ver com a B.D. do MT, mas gostava de a conhecer. Já agora, se porventura alguém tiver conhecimento desta obra de José Gomes Ferreira, editada em algum CD ou em partitura, e me queira deixar aqui alguma indicação, ficaria imensamente grato.

Quem de certeza poderá saber algo sobre esta peça, como é óbvio, deverá ser o Maestro António Vitorino de Almeida, que participou em Março de 2001 na Academia de Música de Lisboa, numa palestra do ciclo “A Palavra e a Música”, de Homenagem a José Gomes Ferreira. Se alguém o conhecer pessoalmente… ou ao Maestro Armando Vidal...

20/08/07

06/08/07

O Menino Triste, capa de fanzine


Um amigo brasileiro de origem japonesa, Ken, editou há uns tempos um fanzine, de nome “Sardinha Submarina”, no qual teve a gentileza de colocar na capa uma imagem com O Menino Triste. Esta imagem tinha-a feito eu há já alguns anos, aquando das minhas primeiras incursões no mundo vectorial do Flash. Entretanto, o Ken parece que regressou ao Brasil.

Série Filatélica


Aquando do 3º Aniversário da edição d’O Menino Triste (#1) em 2004, foi solicitado aos Correios Franceses – La Poste – a emissão de umas quantas folhas de selos contendo O Menino Triste ao lado do Marsupilami.


Não se trata de nada de excepcional, já que é um serviço público a que qualquer um tem acesso, só que achei que esta emissão filatélica poderia servir como mais uma curiosidade coleccionista em relação ao tema.

02/08/07

Outros Meninos Tristes




Ao longo da História da Banda Desenhada, e da Arte em geral, são diversos os casos de "meninos tristes" que podem ser encontrados.
Refiro apenas três: Shingi Ikari, da série de mangá e animé Evangelion; Anakin Skywalker aqui representado na versão da série animada Clone Wars, derivado da Guerra das Estrelas (Star Wars) e o tão conhecido Peter Pan, de James M. Berrie.
Todas estas personagens não cresceram nos braços das suas mães, tornando-se portanto em Meninos Tristes. As consequências que daí resultaram são, como é conhecido, bastante diversas.
Poderíamos enumerar outros Meninos Tristes, e gostaria de aqui deixar um repto aos leitores do Blog, nesse sentido.

Origens


Uma das questões que mais me são colocadas é "porque é que o menino é triste?"



O "triste" do nome da personagem não tem de significar necessariamente "deprimido" ou "infeliz". Antes pelo contrário, no caso desta personagem. O "triste tem mais a ver com "preocupação".

Efectivamente, a ideia para o nome surgiu-me da leitura de vários textos de psicologia, onde alguém dizia que quando uma criança cresce na ausência da mãe, ou os seus sonhos não são completamente atingidos, essa criança tem a tendência a tornar-se num criança triste. O que faz com que praticamente todos nós sejamos potenciais "meninos tristes".

Contudo, O Menino Triste é um menino feliz, e o nome é portanto mais uma "figura de estilo" do que uma fatalidade do espírito.